Em casa · todos os dias
Cuidados com o oratório
Cuidar do oratório — o butsudan, o altar de casa — é um gesto simples de carinho e gratidão. Não precisa ser perfeito. Faça no seu tempo, com tranquilidade.
O oratório e o ihai não são só um móvel ou uma tábua de madeira. Por gerações, a família ali manteve viva a ligação com o Buda, com os antepassados e com quem partiu. Limpar, acender incenso e dispor flores são maneiras pequenas de honrar esse lugar — mesmo quando quem cuidava antes não pode mais fazer isso.
Limpeza do oratório
Você pode retirar os objetos de dentro para limpar, sem nenhum problema. Cuidar por dentro e por fora é uma forma de tratar o altar com respeito, no ritmo que der.
Use apenas um pano macio e seco. Produtos de limpeza e umidade podem danificar o acabamento da madeira e da laca.
Disposição dos itens
Deixe o incensário no centro, o vaso de flores à esquerda e a vela à direita.
O ihai — a tábua com o nome de quem partiu — fica dentro do oratório; ali se guarda o nome e a memória de quem a família recebeu de geração em geração. As fotos dos falecidos ficam do lado de fora, ao lado ou na base, como costuma ser em casa.
O incenso e as cinzas
Quebre o incenso ao meio ou em três partes, para caber no incensário, e acenda na vela. Depois, deite o incenso na cinza, na horizontal: assim ele queima por completo.
Se a cinza empedrar ou ficar úmida, passe-a por uma peneira fina. Isso tira os restos de incenso e deixa a cinza arejada de novo.
Segurança com o fogo
A vela serve para acender o incenso. Assim que acendê-lo, já pode apagar a vela, para evitar acidentes.
Para apagar, evite soprar. Use um abafador ou faça um leve movimento com a mão.
Quando não for possível manter
Às vezes ninguém em casa consegue dar continuidade — por mudança, saúde, idade ou porque a prática budista não segue na família. Decidir, na sua geração, deixar o oratório é um passo pesado: significa também traçar um limite com a fé e a história que os antepassados guardaram. Não é vergonha pedir orientação; é natural querer entender o que fazer.
Como templo, acreditamos que, nesse momento, o caminho mais pleno é agradecer a quem nos deu a vida — pais, avós, todos que vieram antes — e fazer uma despedida sincera , em geral com uma missa. Se a família deseja esse tempo de gratidão e encerramento, celebramos a missa junto com a incineração.
Se preferirem apenas a retirada e a incineração, sem cerimônia, também atendemos: paga-se a taxa correspondente e o templo recebe o oratório com respeito. Qual forma escolher depende de como vocês, hoje, querem encarar os antepassados e o altar — não há resposta única; o importante é decidir com clareza.
O mesmo vale para oratórios de outras tradições budistas e para o altar xintoísta (kamidana). O caminho e os valores são os mesmos: não é preciso ser membro deste templo, nem da Jodo Shinshu.
R$ 1.620,00 em 2026
A missa segue o mesmo valor de referência de um hoji comum. Se preferir só a incineração, sem cerimônia, o valor é o da primeira opção.
Fale conosco pelo WhatsApp. Explicamos as opções, combinamos o dia da entrega e ouvimos o que a família precisa — para cuidar no dia a dia ou para encerrar este capítulo.
Faça tudo no seu tempo, com tranquilidade e sem se cobrar tanto. Se surgir qualquer dúvida, estamos à disposição.

Funeral de
